quinta-feira, 4 de abril de 2013

Poema de Claudio Ferreira e poema de Madô Martins


VOO SOLITÁRIO

Sigo na tarde cinzenta,
Errante por solitários ares,
Um prócito a grasnar seus pesares,
Um corvo, uma ave agourenta.
Ave retinta e excluída ,
Entre os pombos, sem ter muita guarida...

Chego em meu ninho desolado,
Só  a tristeza permanece ao meu lado,

A face do mundo me é séria
Na tarde que passa cinérea ...


POEMA DE CLAUDIO FERREIRA / CUBATÃO
Mirante n° 45 – ano 2004
Revista Mirante n°79 – 30 anos – Retrospectiva – página n° 62

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COMO ÁGUA


ando em círculos,
enredada
nas lembranças do passado.
A  memória gira,
redemoinha,
mas não escoa para o esquecimento.
Ao contrário,
inunda a vida,
transborda na vontade
e depois permanece estagnada,
à espera do teu sopro



POEMA DE MADÔ MARTINS / SANTOS
Mirante n° 44 – ano de 2003
Revista Mirante n°79 – 30 anos – Retrospectiva – página n° 61

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