VOO SOLITÁRIO
Sigo na tarde cinzenta,
Errante por solitários ares,
Um prócito a grasnar seus pesares,
Um corvo, uma ave agourenta.
Ave retinta e excluída ,
Entre os pombos, sem ter muita guarida...
Chego em meu ninho desolado,
Só a tristeza
permanece ao meu lado,
A face do mundo me é séria
Na tarde que passa cinérea ...
POEMA DE CLAUDIO FERREIRA / CUBATÃO
Mirante n° 45 – ano 2004
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 62
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COMO
ÁGUA
ando em círculos,
enredada
nas lembranças do passado.
A
memória gira,
redemoinha,
mas não escoa para o esquecimento.
Ao contrário,
inunda a vida,
transborda na vontade
e depois permanece estagnada,
à espera do teu sopro
POEMA DE MADÔ MARTINS / SANTOS
Mirante n° 44 – ano de 2003
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 61
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