MUTANTE
Ele chama-se Sereno
e é um convite para mergulhar em
suas águas.
Tamarindo pronto para ser comido
no oásis.
Volátil, tem um ninho de pássaros
ascendendo de suas mãos.
Seu nome é Mel,
com extremo cuidado há de se
visitar sua colméia.
Diáfano, não se presta a liames,
caminha sozinho na terra de
Prometeu.
Entoando as sílabas do próprio
nome – Irerê.
Seu nome é Ígneo
e tem uma chama acesa na ponta
dos dedos.
EROS recuperado das trevas do
amanhã.
POEMA DE MARIA JOSÉ GOLDSCHMIDT /
SANTOS
Mirante n° 41 – ano 2003
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 60
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MEU PARAFUSO
Vou consertar minha
máquina
Vou colocar gasolina
Pra funcionar legal
Eu vou passar vaselina
O bicho tá engripado
Você tem que entender:
Pra deixar lubrificado
Eu vou passar dablo dê.
Um buraco espanado
Não fica fora de uso
Pra ficar bem ajustado
Eu coloco o meu
parafuso
POEMA DE MANOEL LINS / SANTOS
Mirante n° 38 – ano de 2002
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 59
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