quinta-feira, 4 de abril de 2013

Poema de Maria José Goldschmidt e poema de Manoel Lins



MUTANTE


Ele chama-se Sereno
e é um convite para mergulhar em suas águas.

Tamarindo pronto para ser comido no oásis.

Volátil, tem um ninho de pássaros
ascendendo de suas mãos.       

Seu nome é Mel,
com extremo cuidado há de se visitar sua colméia.

Diáfano, não se presta a liames,
caminha sozinho na terra de Prometeu.

Entoando as sílabas do próprio nome – Irerê.

Seu nome é Ígneo
e tem uma chama acesa na ponta dos dedos.

EROS recuperado das trevas do amanhã.


POEMA DE MARIA JOSÉ GOLDSCHMIDT / SANTOS
Mirante n° 41 – ano 2003
Revista Mirante n°79 – 30 anos – Retrospectiva – página n° 60

______________________________________________________________


MEU PARAFUSO


Vou consertar minha
máquina
Vou colocar gasolina
Pra funcionar legal
Eu vou passar vaselina
O bicho tá engripado
Você tem que entender:
Pra deixar lubrificado
Eu vou passar dablo dê.
Um buraco espanado
Não fica fora de uso
Pra ficar bem ajustado
Eu coloco o meu
parafuso 


POEMA DE MANOEL LINS / SANTOS
Mirante n° 38 – ano de 2002
Revista Mirante n°79 – 30 anos – Retrospectiva – página n° 59

Nenhum comentário:

Postar um comentário