SUICÍDIO
A poesia em ato de desespero
Conforma-se com o meio
E adapta-se.
A poesia em ato de exorcismo
Exonera o passado
E adapta-se.
A poesia em ato de nervosismo
Expurga a métrica
E adapta-se.
A poesia em ato de desprezo
Expulsa a rima
E adapta-se
A poesia em ato de crítica
Exorta o lirismo
E adapta-se.
A poesia em ato de sofrimento
Explora a lua
E adapta-se.
A poesia em ato de canibalismo
Experimenta as palavras
E adapta-se.
A poesia em ato de heroísmo
Extingue-se.
POEMA DE MARIO SERGIO DE ANDRADE /
SANTOS
Mirante n° 26 – ano de 1999
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 51
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Ser assim é como
ser pedra.
Ter nascido no fim.
Engolir pirilampos
e sorrir céus.
Não uso movimento porque
ser múmia é ser historia.
Provoquei um lábio no
teu lábio desenho.
POEMA DE CLÁUDIA BRINO / SÃO VICENTE
Mirante n° 19 – ano de 1997
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 50
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