quarta-feira, 3 de abril de 2013

Poema de Gil Nuno Vaz


MAR NEGROR

Sem leme, sem lume
navego no negrume
das ondasondasondasondas

sem sensor
eu sigo o seu leito de cor
seu suor
eu sugo o seu leite de cor

sem remo, sem rumo
penetro o fio do prumo
da sondasondasondasonda

sem sensor
eu singro o seu leito de cor
seu suor
eu sangro o seu leite de cor


POEMA DE GIL NUNO VAZ / SANTOS
Mirante n° 16 – ano de 1998
Revista Mirante n°79 – 30 anos – Retrospectiva – página n° 47

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