CORPO E SILHUETA
E em mim mesmo
Medo e espanto
Entendimento do que então fugia?
A silhueta encaixada no meu corpo
Dorso curvado, braços caídos
Pernas imóveis
De mim mesmo eu me distanciava
Desejo de ser outro
Casulo novo
Larva adormecida
Mas do medo e do espanto
Surgem asas
E esvoaço percorrendo o espaço
Lá do alto vejo a minha sombra
E entendo
Retomo o velho corpo
E me desfaço
POEMA DE REGINA ALONSO / SANTOS
Mirante n° 64 – ano 2009
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 75
______________________________________________________
PESADELO
No mar sozinho afundei
E vi séculos de desgostos
E as mortes no meu rosto.
Carreguei areias e fiz estátuas
Alheio ao ar e ao vento
Perdi a cor e o movimento.
E em desespero esperei o certo,
Levando a esperança até o fim,
Desequilibrei as proas em mim.
Morri aguardando o infinito
E as ondas os meus olhos salgaram
E as minhas mãos os cegaram
POEMA DE JOSÉ ANTONIO GALATI / SANTOS
Mirante n° 63 – ano 2008
Revista Mirante n°79 – 30
anos – Retrospectiva – página n° 74
Nenhum comentário:
Postar um comentário